quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Brasileiro valoriza ações sócio-ambientais

28/01/2010 - Segundo estudo realizado pela LatinPanel, hoje 71% dos brasileiros têm conhecimento de uma ou mais ações de grandes empresas voltadas para a responsabilidade sócio-ambiental. Além disso, 59% dos entrevistados valorizam muito essas companhias. O estudo ouviu 9 mil domicílios entrevistados em 16 grandes cidades de 15 países da América Latina (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Quito – Equador, Cidade do México – México, Peru, Venezuela, Guatemala, Panamá, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica e Honduras).
A tendência de valorização da sustentabilidade verificada no Brasil se repete em toda a América Latina. Atualmente, 81% dos latino-americanos conhecem ações sócio-ambientais de grandes empresas e mais da metade, 59%, valorizam essas companhias. O México é o país latino onde mais se valoriza a sustentabilidade. Lá, 99,7% da população conhece ao menos uma ação sustentável corporativa. Desses, 67% afirmam valorizar empresas que possuem projetos sócio-ambientais.
Na Argentina, 76% dos entrevistados relatam conhecer ações sustentáveis das grandes empresas; 66% das pessoas valorizam essas ações. Já na Colômbia, apenas 54% da população local relata lembrar de empresas que possuem políticas sócio-ambientais. Porém, nesse país, 75% das pessoas valorizam empresas com projetos sustentáveis, o que o torna o líder latino-americano no quesito.
O Equador (31%), o Chile (36%), a Bolívia (39%) e a Venezuela (45%) são os países onde as populações valorizam menos as empresas que possuem ações sócio-ambientais.
Ainda de acordo com o estudo da LatinPanel, o nível de preocupação dos latino-americanos com sustentabilidade está diretamente ligado ao poder aquisitivo. No Brasil, por exemplo, 68% dos lares que valorizam empresas com ações de cunho social e ambiental fazem parte das classes A/B. Esse índice cai para 59% na classe C e chega a 51% nas classes D/E.
Em outros países da América Latina essa situação fica ainda mais evidente. No Equador, 42% das pessoas que valorizam empresas sustentáveis estão nas classes A/B. Esse número cai dez pontos percentuais na classe C e desaba para 11% nas classes D/E. No Chile, 38% da população de alta renda valoriza companhias que possuem políticas sócio-ambientais. Na classe C, esse número cai para 30% e na baixa renda apenas 4%.
Fonte: LatinPanel

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