quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Código Florestal deve sair em março

04/02/2010 - O relator do projeto de lei que modifica o Código Florestal Brasileiro, deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) acredita que o projeto deve ser votado já em março na Comissão Especial da Agricultura. “Em abril o projeto será votado em plenário. O resultado final será uma lei equilibrada que vai atender ao interesse do meio ambiente e a defesa da agricultura e do desenvolvimento do País”, disse.
A reforma do Código, contestada por ambientalistas e por movimentos sociais organizados, foi discutida ontem em audiência pública em Ribeirão Preto, com a presença de oito deputados federais integrantes da Comissão Especial.
O encontro foi marcado pelo protesto de entidades ambientalistas, que chegaram a levar um caixão para representar a “morte” da reserva legal.
O encontro de Ribeirão foi organizado pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). “Da década de 90 para cá, conseguimos aumentar a produtividade agrícola em 100% com tecnologia. Esse conhecimento vai nos permitir manter os recursos naturais e equilibrar o nosso sistema produtivo.”
O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, João de Almeida Sampaio Filho, defendeu o bom senso neste momento da polêmica discussão, onde há acusações de ambientalistas de que a reserva florestal pode ser reduzida. “Precisamos discutir sem preconceitos, sem radicalismos”, disse.
Sampaio Filho também defendeu a remuneração dos produtores para que eles cuidem da preservação. “Se a gente incentivar o produtor, se ele for remunerado, muitos poderão optar por recompor as suas áreas. O que não dá é para dizer ao produtor, que já tem renda deficiente, que ele vai deixar de produzir em 20% da propriedade dele.”
Segundo o presidente da Comissão Especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR), a audiência de ontem foi a 25ª feita nos estados. Hoje a discussão será em Uberaba e Belo Horizonte (MG). A audiência lotou dois auditórios do Centro de Convenções de Ribeirão Preto. Os organizadores estimaram o público em 2,6 mil pessoas.
Fonte: Gazeta de Ribeirão Preto

Brasileiro valoriza ações sócio-ambientais

28/01/2010 - Segundo estudo realizado pela LatinPanel, hoje 71% dos brasileiros têm conhecimento de uma ou mais ações de grandes empresas voltadas para a responsabilidade sócio-ambiental. Além disso, 59% dos entrevistados valorizam muito essas companhias. O estudo ouviu 9 mil domicílios entrevistados em 16 grandes cidades de 15 países da América Latina (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Quito – Equador, Cidade do México – México, Peru, Venezuela, Guatemala, Panamá, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica e Honduras).
A tendência de valorização da sustentabilidade verificada no Brasil se repete em toda a América Latina. Atualmente, 81% dos latino-americanos conhecem ações sócio-ambientais de grandes empresas e mais da metade, 59%, valorizam essas companhias. O México é o país latino onde mais se valoriza a sustentabilidade. Lá, 99,7% da população conhece ao menos uma ação sustentável corporativa. Desses, 67% afirmam valorizar empresas que possuem projetos sócio-ambientais.
Na Argentina, 76% dos entrevistados relatam conhecer ações sustentáveis das grandes empresas; 66% das pessoas valorizam essas ações. Já na Colômbia, apenas 54% da população local relata lembrar de empresas que possuem políticas sócio-ambientais. Porém, nesse país, 75% das pessoas valorizam empresas com projetos sustentáveis, o que o torna o líder latino-americano no quesito.
O Equador (31%), o Chile (36%), a Bolívia (39%) e a Venezuela (45%) são os países onde as populações valorizam menos as empresas que possuem ações sócio-ambientais.
Ainda de acordo com o estudo da LatinPanel, o nível de preocupação dos latino-americanos com sustentabilidade está diretamente ligado ao poder aquisitivo. No Brasil, por exemplo, 68% dos lares que valorizam empresas com ações de cunho social e ambiental fazem parte das classes A/B. Esse índice cai para 59% na classe C e chega a 51% nas classes D/E.
Em outros países da América Latina essa situação fica ainda mais evidente. No Equador, 42% das pessoas que valorizam empresas sustentáveis estão nas classes A/B. Esse número cai dez pontos percentuais na classe C e desaba para 11% nas classes D/E. No Chile, 38% da população de alta renda valoriza companhias que possuem políticas sócio-ambientais. Na classe C, esse número cai para 30% e na baixa renda apenas 4%.
Fonte: LatinPanel

Ribeirão Preto desenvolve projeto "Cobertor Verde"


O projeto plantou 4.000 mudas de árvores.
A cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, cumpre com a sétima etapa do projeto “Cobertor Verde”. Realizado no último domingo (7), o projetp envolveu o plantio de 4 mil mudas de árvores nativas e espécies variadas. A ação, de cidadania e educação ambiental é realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto e contou com a participação de 350 jovens e adolescentes nessa etapa.

Com pouco mais de quatro meses de criação do Projeto “Cobertor Verde” já foram plantadas 2.930 árvores. Para recuperar a área verde do município a meta é plantar 8 mil mudas. Essa ação faz parte de uma das propostas do governo municipal que tem como objetivo estimular o plantio e ampliar as áreas verdes do local.

Com esse trabalho, a ideia é abranger vários bairros que têm déficit de área verde. As mudas nativas utilizadas no Projeto “Cobertor Verde” são produzidas pelo Horto Municipal Ângelo Rinaldi.

Fonte: Imprensa Prefeitura/Adaptado por Celulose Online

sábado, 18 de julho de 2009

Impressora substitui tinta por borra de café ou chá


Que tal ler um texto com cheirinho de chá ou café? Com a impressora desenvolvida pelo coreano Jeon Hwan Ju, é possível. Isso porque a máquina dispensa o uso de tintas e cartuchos cheios de produtos químicos e imprime suas imagens e textos usando borra de café ou chá.

Batizada de RITI Coffee, a impressora resolve problemas como não poder imprimir um documento por falta de tinta, precisar gastar dinheiro com a compra de novos cartuchos, gerar mais resíduos químicos e até sujar as mãos de tinta na hora de trocar os tonéis.

Funciona assim: em vez de jogar fora a borra do café ou o resto de chá, você deposita os resíduos num cartucho especial que fica acoplado em cima da impressora, coloca o papel no meio do equipamento e movimenta o cartucho de um lado para outro. Aos poucos, a imagem ou o texto aparecem. Por trocar a eletricidade pela “ajudinha” do usuário, a impressora se torna ainda mais eco-friendly.

Como funciona:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Xerox ecológica

A Xerox do Brasil lançou em abril a Phaser 8860MPF, multifuncional com tecnologia de cera sólida. O equipamento permite a produção de documentos com menor impacto ao meio ambiente, além da redução de mais de 90% em re sí duos gerados em relação a equipamentos a laser comum.

A Phaser 8860MFP foi desenhada para atender empresas que apresentam volumes de impressão a partir de 2.000 páginas por mês ou que façam uso frequente de cor.

Fácil de usar, a impressora multifuncional permite cópia, impressão, fax e digitalização avançada, em que os documentos podem ser digitalizados pelas duas faces si mul ta nea men te e armazenados em pastas di gi tais protegidas por senha no próprio equipamento, com acesso con ve nien te através do navegador web do usuá rio.

Com rede, ge ren cia men to inteligente de energia, seleção au to má ti ca de voltagem, a máquina apresenta desempenho de até 30 páginas por minuto em preto-​e-branco ou cor.

A tecnologia de cera sólida não usa cartucho, as ceras são aquecidas e transferidas para o papel sem po luir o meio am bien te. O uso é simples e seguro, podendo ser ma nu sea do por qualquer pessoa, já que não gruda na rou pa e nem na pele.

A Phaser 8860MFP possui um processador de 750 mhz, memória de 512 MB, disco rígido com 40 gigabytes, Post Script3 da Adobe, ciclo máximo de 120.000 páginas mês, rede e USB 2.0 padrão. O clien te pode ain da adquirir soft wares Scan to PC Desktop Pro fes sio nal Small Business Edi tion ou Scan to PC Desktop SE Small Business Edi tion, que permitem que os usuá rios digitalizem diretamente para o desktop ou e-​mail.

O equipamento já está disponível em toda a rede de distribuidores da Xerox no Brasil, com preço para o clien te final a partir de R$ 18.750,00.

HP pensando no meio-ambiente

Buscando contribuir com a preservação do meio ambiente, a HP está realizando o programa Design Environment , que tem como meta reduzir a energia necessária para percorrer toda a cadeia de suprimentos, diminuir a quantidade de materiais usados nos produtos e desenvolver materiais que tenham menor impacto ambiental, criar equipamentos fáceis de atualizar e reciclar. “As prioridades do programa são a responsabilidade social e ambiental na cadeia de suprimentos”, resume Cássio Lopes, gerente de Logística para Manufaturas e Sustentabilidade Ambiental Responsável da HP. De acordo com ele, com produtos planejados desde a criação, é possível otimizar a logística de tal forma que se torne mais eficiente a movimentação e armazenagem dos mesmos desde as fábricas, em qualquer parte do mundo, até as prateleiras dos distribuidores da HP.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Biocompósito substitui madeira, plástico e recicla metano de aterros sanitários

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo material sintético que poderá substituir a madeira, salvando árvores e reduzindo a emissão de gases do efeito estufa.

Plástico biodegradável

Produzida com fibras vegetais e um plástico biodegradável, a "madeira sintética" poderá ser usada em uma ampla variedade de materiais de construção e poderá vir até mesmo a substituir alguns usos dos plásticos petroquímicos hoje utilizados em bilhões de garrafas descartáveis.

"Esta é uma grande oportunidade para fazer produtos que atendam às necessidades da sociedade e respeitem e protejam o meio ambiente," diz a pesquisadora Sarah Billington, que coordenou a pesquisa.

Biocompósitos

Sarah e seu grupo trabalham com uma classe de materiais chamados biocompósitos, materiais compósitos - resultantes da mistura de dois ou mais materiais - que, ao contrário de outros materiais híbridos, são biodegradáveis.

Formados pela junção de fibras naturais aglomeradas por uma resina que faz as vezes de cola, o principal componente dos biocompósitos vem de plantas, mas não da madeira de árvores.

A resina usada para unir as fibras vegetais também é biodegradável, chamada PHB (polihidroxi-butirato).

Reciclando gás metano

Ao contrário dos resíduos de madeira, que ficam nos aterros sanitários por meses ou anos, os biocompósitos decompõem-se em poucas semanas. À medida que se degradam, eles liberam metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Contudo, o gás pode ser capturado e reutilizado na fabricação de mais biocompósitos.

"Nós estamos combinando dois processos naturais: Nós estamos usando micróbios que quebram o PHB e liberam gás metano, e diferentes microorganismos que consomem o metano e produzem PHB como suproduto," explica Craig Criddle, outro membro da equipe.

Em termos de contribuição para o aquecimento global, o metano é 22 vezes mais potente do que o dióxido de carbono.

É a última palavra em reciclagem, diz ele. "Em nosso laboratório, nós criamos condições onde somente aqueles organismos que acumulam a maior quantidade de plástico se reproduzem. Nós chamamos o processo de 'sobrevivência do mais gordo'."

Parente desabonador

Contudo, para atingir a fase da comercialização, os novos biocompósitos terão que enfrentar mais do que os desafios tecnológicos. Isso porque as fibras vegetais que se mostraram mais promissoras, tanto em termos de biodegradabilidade, quanto em termos de resistência estrutural, vêm do cânhamo.

O cânhamo é um membro da família cannabis, sendo portanto um primo próximo da maconha. Ao contrário de sua mal-falada prima, ele possui níveis mínimos de THC, o principal ingrediente psicoativo da família. Isso, contudo, não tem sido suficiente para forçar uma mudança na legislação da maioria dos países, que exclui a plantação industrial de toda a família cannabis.

O cânhamo é uma planta que possui inúmeras possibilidades de aplicações científicas e tecnológicas e pode ser inteiramente aproveitada com diversas finalidades. Mas tem sido convencer a sociedade e os legisladores das diferenças entre cânhamo e maconha e, sobretudo, da pertinência de plantá-la em larga escala.